domingo, 13 de junho de 2010

As Árvores e o Machado...

AS ÁRVORES E O MACHADO

Um homem foi à floresta e pediu às árvores que lhe dessem um cabo para o seu machado, alegando que precisava dele para sustentar a sua numerosa família. Considerando o sentido social e humanitário que aparentemente estava por trás daquela solicitação, o conselho das árvores mais velhas se reuniu, colocou o assunto em discussão, e ao final do encontro concordou com o que o lenhador desejava, dando a ele uma árvore jovem, ainda, para que com ela o solicitante pudesse preparar a peça de que necessitava para guarnecer o seu instrumento de trabalho.

De posse da autorização o homem não perdeu tempo e tratou de entrar em ação imediatamente: para começar, ele cortou a arvorezinha que as árvores mais velhas lhe haviam dado e fez com ela o cabo de que precisava, colocando-o em seu machado; em seguida, passou a usá-lo numa faina incessante, derrubando em pouco tempo, com seus golpes potentes e certeiros, um bom número das mais nobres, das maiores e das mais antigas árvores da mata.

Em razão disso, enquanto aumentava rapidamente na floresta a destruição provocada pelo incansável e insaciável lenhador, também crescia, na mesma proporção, a lamentação das árvores mais velhas, que a tudo assistiam sem nada poder fazer. Até que um majestoso jacarandá quase centenário, disse inconformado a um pé de cedro da mesma idade, que vivia a seu lado:

- Nossa decisão imprevidente trouxe a perdição para todas as árvores aqui da floresta. Se ao contrário do que fizemos, tivéssemos respeitado os direitos daquela árvore ainda tão nova, poderíamos ter resguardado o privilégio de continuarmos a viver por muitos e muitos anos.


Moral da Estória:

Aquele que discrimina ou menospreza o seu semelhante, não poderá reclamar se alguém, algum dia, fizer a mesma coisa com ele, ou seja, quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova.

Baseado no livro Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

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13 comentários:

Rosana Madjarof disse...

Roniel,

Essa fábula é uma preciosidade mesmo.

Não devemos julgar para não sermos julgados, e nem discriminar nossos semelhantes, pois todos nós somos iguais aos olhos do Criador.

Adorei!

Bjs.

Rosana.

Massoterapeuta no rio de janeiro disse...

Amigo Roni ,
mais uma fábula sensacional que nos faz refletir ,
e buscar um grande ensinamento .
Seu blog tornou-se um acervo de sabedoria .

Estou te seguindo .
abs

Francisco

Geraldo disse...

Olá Roniel,

Quem pensa de maneira restrita e sem abrangência, acaba sempre por causando muito mais estragos e desavenças que se olhasse tudo ao seu redor..

Abraço

Marcos Airosa disse...

Parabéns pela postagem bonita fábula, é para parar e pensar.

Mr.Jones disse...

Amigo Roniel "quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova." assino embaixo
abçs

LISON COSTA disse...

SAUDAÇÕES!
AMIGO RONIEL, essa fábula é absolutamente magnífica, quem trai aos amigos e demais companheiros sem se dar conta está carregando nos ombros uma pá e uma enxada para fazer o próprio enterro!
Parabéns por mais um excelente Post!
Abraços,
LISON.

Yoriko disse...

Roni, essa fábula é uma lição e tanto. Devemos preservar nossas amizades com lisura, sem fingimentos e sem traições. Muito lindo. Beijos. Obrigada.

Sissym disse...

Vou contar-lhe algo, eu tinha um amigo que gostava de se passar por Judas. Duas vezes me traiu a confiança, sendo que na ultima fazendo mal ao futuro de minha filha. Quem sofreu a consequencia, logo em seguida, foi a mulher dele que tambem não é flor que se cheira. Quando minha filha me contou do acidente dela, imediatamente me veio na cabeça o que os dois fizeram de mau para o futuro de minha filha. Ou seja, aqui se faz aqui se paga e fica nas mãos de Deus a sentença.

Lilian disse...

Olá querido amigo Roniel,

Parabéns pela excelente fábula que publicou, presenteando-nos com ensinamento rico em sabedoria para fazer nossa alma refletir sobre a amizade.

Se houver amor, companheirismo, respeito e solidariedade a traição não encontrará guarida.

Gostei muito.

Carinhoso e fraterno abraço,
Lilian

Jackie Freitas disse...

Olá Roniel!
Parabéns por mais essa fábula que nos traz como reflexão valores profundos.
Grande abraço,
Jackie

Beth Muniz disse...

Oi amigão.
É a mais absoluta verdade o moral da fábula.
Gostei.
Um abraço.

Joselito disse...

Realmente a coisa é triste, as vezes até sem querer acabamos discrimando os nossos semelhantes e alguns assim não tão semelhantes.

Minhas Poesias Irradiantes disse...

Parabéns pelo seu post As Árvores e o Machado pois tem uma: Moral da Estória:

Aquele que discrimina ou menospreza o seu semelhante, não poderá reclamar se alguém, algum dia, fizer a mesma coisa com ele, ou seja, quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova.

Eu Gostei pois deve servi de alerta para muitos nestes últimos corridos portanto referencie a fim de lhe dar os meus sinceros parabéns por nos trazer importante tema que nos induz a uma reflexão profunda no nosso dia a dia e que Deus permita que nunca venhamos trair aqueles que realmente são nossos Grandes Amigos. Valeu pela qualidade da Matéria editada.

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