domingo, 27 de junho de 2010

O Cão e a Máscara...

O CÃO E A MÁSCARA

O cão vadio andava pelas ruas em busca de comida. Desde a manhã anterior ele não conseguira encontrar nada que pudesse atenuar a fome que sentia, e por isso andava sem parar, farejando aqui e ali na esperança de achar ao menos um pedaço de pão velho para acalmar o estômago.

Em certo trecho do caminho ele encontrou uma máscara. Ela era linda, e suas cores tão belas pareciam lhe dar vida e até mesmo o dom da palavra. Durante alguns segundos o cão a cheirou com cuidado, mas percebendo do que se tratava a deixou de lado e afastou-se resmungando:

- Não resta dúvida que é uma cabeça bonita, mas não tem miolos.



Moral da Estória:

Existem no mundo muitas cabeças bonitas, mas desmioladas, e por isso não nos servem para nada.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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sábado, 26 de junho de 2010

O Leão e o Rato...

O LEÃO E O RATO

O leão dormia sossegado quando foi acordado por um rato que passou correndo sobre seu rosto. Irritado por ter sido despertado daquela maneira, o rei dos animais levantou-se rapidamente e dando um salto ágil capturou o roedor atrevido, disposto a matá-lo. Mas este suplicou:

- Se o senhor poupar minha vida, senhor leão, tenho certeza de que poderei retribuir a sua bondade.

Ao ouvir essa afirmativa o leão não se conteve e deu uma gargalhada de desprezo, mas mesmo assim soltou sua pequenina presa. Acontece que poucos dias depois ele foi capturado por alguns caçadores que o amarraram com cordas grossas, deitaram-no no chão e depois se afastaram à procura de outros animais. Porém, o rato ouviu e reconheceu o rugido furioso do leão, e por isso aproximou-se dele, percebeu o que lhe tinha acontecido, roeu as cordas que o prendiam e o libertou. Mas lhe disse, quando o viu afastar-se:

- O senhor achou que eu jamais seria capaz de ajudá-lo, e por isso nunca esperou receber de mim qualquer compensação pelo fato de ter poupado a minha vida. Mas descobriu agora que essa idéia não é ridícula, pois até mesmo um rato inofensivo pode prestar grande favor a um poderoso leão.



Moral da Estória:

Ninguém deve esquecer que os pequenos amigos podem se transformar em grandes aliados.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Raposa e a Cegonha...

A RAPOSA E A CEGONHA

A raposa e a cegonha mantinham boas relações e pareciam ser amigas sinceras. Certo dia, a raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira, botou na mesa apenas um prato raso contendo um pouco de sopa. Para ela, foi tudo muito fácil, mas a cegonha pode apenas molhar a ponta do bico e saiu dali com muita fome.

- Sinto muito, disse a raposa, parece que você não gostou da sopa.

- Não pense nisso, respondeu a cegonha. Espero que, em retribuição a esta visita, você venha em breve jantar comigo.

No dia seguinte, a raposa foi pagar a visita. Quando sentaram à mesa, o que havia para o jantar estava contido num jarro alto, de pescoço comprido e boca estreita, no qual a raposa não podia introduzir o focinho. Tudo o que ela conseguiu foi lamber a parte externa do jarro.

- Não pedirei desculpas pelo jantar, disse a cegonha, assim você sente no próprio estomago o que senti ontem.



Moral da Estória:

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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domingo, 20 de junho de 2010

O Cão Dorminhoco e o Lobo...

O CÃO DORMINHOCO E O LOBO

Era meio-dia. O sol brilhava como nunca nas alturas, sem que uma única nuvem se dispusesse a empanar sua luminosidade. Por isso o dia estava quente, e também por essa razão o pequeno cão se ajeitara sob a copa de uma árvore e dormia despreocupado à sua sombra, certo que de que, com um calor daqueles, não só os homens, mas também outros animais estariam fazendo o mesmo que ele.

Enganava-se, porém, porque um lobo grande, com o dobro do seu tamanho, o despertou sem a menor delicadeza, pronto para transformá-lo em refeição. Mas o cão era esperto, pensava rápido, e assim, vendo-se naquela situação perigosa, ele ponderou à fera que o ameaçava:

- Não me sacrifique agora, seu lobo. Veja que eu estou magro, raquítico, e isso porque ainda não me livrei de uma doença que quase acabou comigo. Desse jeito, não serei hoje uma refeição apetitosa para o senhor, que merece do bom e do melhor. Espere mais um pouco, porque logo estarei gordinho novamente, e aí, sim, me transformarei no prato delicioso que seu estômago deseja receber.

O lobo examinou o cão, percebeu que estava muito mago, realmente, e então lhe virou as costas e retornou ao mato de onde saíra. Meses depois ele retornou àquele lugar. Estava cansado, com fome, e por esse motivo procurou pelo cão que poupara algum tempo atrás. Ao vê-lo dormindo na varanda do andar de cima, ele chamou:

- Oi, cãozinho, você não me esqueceu, certo? E garanto que também está lembrado do que combinamos ainda outro dia, não é mesmo?

E o cão respondeu lá do alto:

- Claro que não, seu lobo. Por isso lhe digo: da próxima vez que encontrar alguma presa dormindo, pegue-a depressa e trate de saciar a sua fome ali mesmo, na hora. Porque do contrário, certamente o senhor não terá outra oportunidade para fazê-lo.



Moral da Estória:

Ao se salvar de um grande perigo, o homem sensato se previne para sempre contra ele.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Cão Impertinente...

O CÃO IMPERTINENTE

O dia era mormacento, abafado, razão pela qual o cão buscava um jeito de escapar daquela canícula que lhe tirava o ânimo, deixando-o sonolento e indisposto. Ele procurava um lugar onde pudesse deitar-se e dormir em paz, aguardando a chegada de ares mais suportáveis, e por isso dirigiu-se ao estábulo que avistou pouco adiante, entrou nele e imediatamente se sentiu no paraíso, pois o chão de terra úmida que encontrou no lugar dava ao ambiente coberto e fechado uma sensação de frescura que o fez suspirar de alívio e agradecimento à boa fada que o havia encaminhado para lá. Satisfeito com acontecido, o cachorro se acomodou em um canto, sobre um monte de palha, e logo pegou no sono.

Pouco tempo depois um boi foi levado para o mesmo local. Naquela manhã, este animal havia trabalhado com o seu dono desde que o sol nascera, e como estava esfomeado, tratou de comer o capim que alguém havia colocado no cocho antes de sua chegada. Mas o barulho dos movimentos que ele fazia acordou o cão, que insatisfeito por ter sido despertado daquela maneira, levantou-se de um pulo, acercou-se do boi e começou a latir furioso, fazendo-o afastar-se para um canto.

E assim permaneceram os dois por algum tempo. Toda vez que o boi tentava aproximar-se do cocho, o cão rosnava ameaçador, mostrava-lhe os dentes e latia no tom mais alto e estridente que conseguia arrancar de dentro de si. Na terceira vez em que isso aconteceu, o boi, entendendo que precisava colocar um ponto final naquela situação incômoda e indefinida, ponderou paciente:

- Olha, criatura, se você continuar agindo desse jeito, eu não como... mas você também não dorme.



Moral da Estória:

Tem gente que só sente prazer quando tira o prazer dos outros.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Pescador Flautista...

O PESCADOR FLAUTISTA

Havia um pescador que se divertia tocando sua flauta. Certo dia, ele foi até uma praia, levando suas redes de pesca e o instrumento musical. Quando chegou à praia, ele se assentou sobre uma rocha, a qual se projetava sobre o mar, e logo começou a tocar a flauta, e tanto praticou a arte de soprar no delicado instrumento que acabou se tornando um instrumentista apreciado por quantos o ouvissem executar qualquer das músicas do seu repertório.

Um dia lhe disseram que até os peixes viriam até ele para ouvir mais de perto o som da sua flauta, e ele acreditou. Tanto que certo dia, quando um cardume de tainhas se aproximou da praia, Severino pegou o instrumento e começou a tocar uma música alegre e convidativa, certo de que os peixes acabariam saltando da água para a areia, dispostos a dançar ao som dos acordes musicais. Mas eles passaram e se foram sem darem a menor importância ao instrumentista e sua melodia.

Mas voltaram no dia seguinte, e dessa vez o pescador resolveu ser apenas o pescador. Pegou a rede e com ela apanhou um grande número de peixes, que arrastou para terra firme. E ao vê-los saltando e batendo com o rabo na areia, ele sorriu satisfeito e disse aos seus companheiros de pescaria:

- Ontem eles não quiseram dançar ao som de minha flauta, não foi? Pois hoje eu é que não vou permitir que eles façam isso.

E tratou de cobri-los com a rede, impedindo assim que continuassem pulando.


Moral da Estória:

Quando encaram uma adversidade, existem pessoas que apenas ficam ondulando os braços e reclamando da vida, sem resultado algum. A verdadeira arte está em fazer a coisa certa, na hora certa.

Baseado no livro Fábulas de Esopo

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Júpiter e a Abelha...

JÚPITER E A ABELHA

Houve um dia em que a rainha das abelhas entendeu ser necessário agradecer ao deus Júpiter por tudo quanto ele havia lhes dado, principalmente os campos, as flores e o néctar em abundância. E decidiu presenteá-lo com o que de melhor elas possuíam para oferecer-lhe, que era o mel produzido por cada uma graças à fartura da matéria prima que a divindade colocara à disposição de todas. Então ela procurou as melhores colméias, recolheu a quantidade de mel que julgou ser suficiente e voou com ele para o Monte Olimpo, onde morava o maior dos deuses.

Júpiter ficou tão satisfeito com o presente recebido que desejou retribuí-lo, e para isso prometeu dar à abelha qualquer coisa que ela desejasse. Ao ouvir tal oferecimento, a rainha não se conteve e pediu:

- Oh, Júpiter, dê-nos um ferrão com o qual possamos nos defender. Mas que seja tão forte e resistente que com ele sejamos capazes de ferir e matar aqueles que se aproximarem de nossa casa com intenção de nos roubar o mel.

O deus maior não gostou do espírito vingativo facilmente perceptível no pedido feito pela abelha, mas como não podia voltar atrás na palavra empenhada, ele declarou:

- Vou lhes dar o ferrão que me está sendo pedido, mas com a condição de que se vocês o usarem para atacar qualquer coisa viva, a picada poderá ser mortal.

Ao ouvir essas palavras a rainha das abelhas bateu palmas de contentamento, mas tão logo fez menção de agradecer à benesse recebida, Júpiter completou sua fala:

- Mas devo avisá-la de que a picada será mortal também para vocês, porque como o ferrão se quebrará no momento em que for usado, a abelha que tiver feito isso morrerá logo em seguida.



Moral da Estória:

Quem pratica o mal, recebe o mal como recompensa.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O Cão e a Lebre...

O CÃO E A LEBRE

A lebre, que saíra em busca de alimento, entretinha-se na degustação de algumas ervas que apreciava, e tão distraída se entregava a esse prazer que descuidou da própria segurança e não percebeu que um cão de caça se aproximava sorrateiro pela sua retaguarda, beneficiado pelo vento que soprava contra ele. Quando a coitada se deu conta do perigo que corria, aí já era tarde, porque o caçador saltou sobre ela, mordeu-a na altura do pescoço, derrubou-a e deitou-se com as patas dianteiras sobre seu corpo, apertando-a firmemente contra o solo.

Feito isso, passou a mordiscá-la levemente com os seus afiados dentes caninos, para logo em seguida lamber-lhe o pêlo sedoso como se estivesse mergulhado em êxtase profundo. E fez isso duas, três e mais vezes, enquanto a pobre lebre permanecia subjugada, com o coração aos saltos, aguardando o desenlace de sua tragédia sem ter consigo a menor esperança de salvação. Até que, em dado momento, não suportando mais a angústia que a dominava por inteiro, ela sussurrou:

- Decida de uma vez o que vai fazer comigo, cachorro sem entranhas. Pára de me morder, como se eu fosse o seu almoço, ou de me lamber, como se nós dois fôssemos amigos, porque para mim essa indefinição é muito pior do que qualquer outra coisa que possa me acontecer.



Moral da Estória:

O amigo falso é sempre mais perigoso que o inimigo declarado.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

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domingo, 13 de junho de 2010

As Árvores e o Machado...

AS ÁRVORES E O MACHADO

Um homem foi à floresta e pediu às árvores que lhe dessem um cabo para o seu machado, alegando que precisava dele para sustentar a sua numerosa família. Considerando o sentido social e humanitário que aparentemente estava por trás daquela solicitação, o conselho das árvores mais velhas se reuniu, colocou o assunto em discussão, e ao final do encontro concordou com o que o lenhador desejava, dando a ele uma árvore jovem, ainda, para que com ela o solicitante pudesse preparar a peça de que necessitava para guarnecer o seu instrumento de trabalho.

De posse da autorização o homem não perdeu tempo e tratou de entrar em ação imediatamente: para começar, ele cortou a arvorezinha que as árvores mais velhas lhe haviam dado e fez com ela o cabo de que precisava, colocando-o em seu machado; em seguida, passou a usá-lo numa faina incessante, derrubando em pouco tempo, com seus golpes potentes e certeiros, um bom número das mais nobres, das maiores e das mais antigas árvores da mata.

Em razão disso, enquanto aumentava rapidamente na floresta a destruição provocada pelo incansável e insaciável lenhador, também crescia, na mesma proporção, a lamentação das árvores mais velhas, que a tudo assistiam sem nada poder fazer. Até que um majestoso jacarandá quase centenário, disse inconformado a um pé de cedro da mesma idade, que vivia a seu lado:

- Nossa decisão imprevidente trouxe a perdição para todas as árvores aqui da floresta. Se ao contrário do que fizemos, tivéssemos respeitado os direitos daquela árvore ainda tão nova, poderíamos ter resguardado o privilégio de continuarmos a viver por muitos e muitos anos.


Moral da Estória:

Aquele que discrimina ou menospreza o seu semelhante, não poderá reclamar se alguém, algum dia, fizer a mesma coisa com ele, ou seja, quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova.

Baseado no livro Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Velho, o Menino, e o Burro...

O VELHO, O MENINO, E O BURRO

Um velho resolveu vender o seu burro na feira da cidade. Como iria retornar a pé, chamou o neto para acompanhá-lo. Montaram os dois no animal e seguiram viagem.

Passando por umas barracas de escoteiros, escutaram os comentários críticos: - Como é que pode duas pessoas em cima deste pobre animal?

Resolveram então que o menino desceria, e o velho permaneceria montado. Prosseguiram...

Mais à frente estava uma lagoa e algumas velhas estavam lavando a roupa. Quando viram a cena, puseram-se a reclamar: - Que absurdo! Explorando a pobre criança, podendo deixá-la em cima do animal.

Constrangidos com o ocorrido, trocaram as posições, ou seja, o menino montou e o velho desceu.

Tinham caminhado alguns metros, quando algumas jovens sentadas na calçada mostraram seu espanto com o que presenciaram: - Que menino preguiçoso! Enquanto este velho senhor caminha, ele fica todo prazeroso em cima do animal. Tenha vergonha!.

Diante disto, o menino desceu e desta vez o velho não subiu. Ambos resolveram caminhar, puxando o burro.

Já acreditavam ter encontrado a fórmula mais correta quando passaram em frente de um bar. Alguns homens que ali estavam começaram a dar gargalhadas, fazendo chacota da cena: - São mesmo uns idiotas! Ficam andando a pé, enquanto puxam um animal tão jovem e forte!

O avô e o neto olharam um para o outro, como que tentando encontrar a maneira correta de agir.

Então, ambos pegaram o burro e carregaram-no nas costas!



Moral da Estória:

Além de divertida, esta fábula mostra que não podemos dedicar atenção irracional às críticas, pois estas acontecerão sempre, independentemente da maneira que agimos.

Fábula de Esopo

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Sentido dos Gansos...


O SENTIDO DOS GANSOS


No outono, quando se vêem bandos de Gansos voando rumo ao sul, formando um grande “V” no céu, indaga-se que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma.

Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás.

Ao voar de “V”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que voando sozinha.

Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil, pois viajam beneficiando-se de um impulso mútuo.

Sempre que um Ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessária para continuar voando sozinho.

Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente a sua frente.

Se tivéssemos o mesmo sentido dos Gansos, manter-nos-íamos em formação com os que liberam o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando o Ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro Ganso assume a liderança.

Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis, e isto serve tanto para as pessoas quanto para os Gansos que voam ao rumo ao sul.

Os Gansos de trás gritam, encorajando os da frente para que mantenham a velocidade.

Que mensagem passamos quando gritamos de trás?

Finalmente, quando um Ganso fica doente, ou ferido por um tiro e cai, dois gansos saem da formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo.

Ficam com ele até que consiga voar novamente, ou até que morra.

Só então levantam vôo, sozinhos ou em outra formação a fim de alcançar seu bando.

Se tivéssemos o sentido dos gansos, também ficaríamos um ao lado do outro assim.


Moral da Estória:


- Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.

- Se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa aos outros.

- É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras.

- Precisamos nos assegurar de que o nosso “grasno” seja encorajador para que a nossa equipe aumente o seu desempenho.


Autor Desconhecido

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Lenda Árabe...


LENDA ÁRABE


Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.

O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:


- Hoje meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto.

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra:


- Hoje meu melhor amigo salvou minha vida.

Intrigado, o amigo perguntou:

- Por que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de borrar e apagar a lembrança. Por outro lado, quando nos acontece algo de grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória e do coração onde vento nenhum em todo o mundo poderá sequer borrá-lo.

“Só é necessário um minuto para que se simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas precisamos de toda uma vida para que possamos esquecê-lo”.


Autor Desconhecido

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