segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Fábula do Carregador de Água na Índia...


A FÁBULA DO CARREGADOR DE ÁGUA NA ÍNDIA


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessado em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura. Enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe, o outro chegava apenas com a metade da água.

Foi assim por dois anos, diariamente: o carregador entregando um pote e meio de água na casa do chefe.

Claro que o pote estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas metade do que ele havia designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem, um dia a beira do poço:

Estou envergonhado e quero pedir-lhe desculpas.

Por quê? Perguntou o homem.

- De que você esta envergonhado?

Nestes dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade de minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor.

Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho e não ganha o salário completo dos seus esforços. Disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão, falou: quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, a medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao longo do caminho, e isto lhe deu certo ânimo.

Mas ao final da estrada, o pote rachado ainda se sentia mal porque tinha a metade e de novo, pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse, então, o homem ao pote:

Você notou que pelo caminho só havia flores do seu lado?

Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no seu caminho. E cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava.

Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.


"Cada um de nós temos os nossos "defeitos", todos nós somos potes rachados". Porém, se permitirmos, poderemos usar estes nossos defeitos para embelezar as nossas vidas.

Nunca devemos ter medo dos nossos defeitos.

Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza.

Das nossas fraquezas podemos tirar forças.


Autor Desconhecido

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domingo, 30 de maio de 2010

A Fábula do Sapo e do Escorpião...


A FÁBULA DO SAPO E DO ESCORPIÃO


Era uma vez um escorpião desejoso de praticar o bem. Como não era bem visto pela comunidade local, resolveu ir viver do outro lado do rio. Lá, poderia exercitar seu altruísmo sem desconfianças.

Mas ele não sabia nadar e precisava atravessar de uma margem para a outra. E sua espécie ainda não havia acumulado o conhecimento náutico suficiente para construir um barco viável para fazer a travessia.

Então resolve pedir carona nas costas de um sapo. Vai lá conversar com ele para expor seu pleito.

O sapo o ouve atentamente. Pensa que o escorpião o está confundindo com um burro e declara:

- Senhor escorpião, não posso dar-lhe carona em minhas costas porque durante a travessia o senhor vai me ferroar.

O escorpião, leitor assíduo de Aristóteles e de São Tomás de Aquino, replica imediatamente:

- Senhor sapo, eu jamais o ferroaria na travessia, pois ao fazê-lo, o senhor afundaria e eu morreria afogado.

Realmente, sapo não é burro, mas é batráquio.

Pois não é que o sapo acatou o arrazoado do escorpião, reviu sua opinião e resolveu dar a carona!

Porém, em dado momento da travessia, o sapo sentiu penetrar profundamente o agulhão em sua carne sapal.

E, já se debatendo, ainda teve tempo de perplexamente perguntar ao escorpião:

- Mas por quê?

E, antes da submersão, ouviu a seguinte resposta escorpiônica:

- É algo acima de mim, fora de meu controle, é de minha natureza!


Moral da Estória: Quem tem índole ruim, mais cedo ou mais tarde acaba mostrando o que realmente é, muito embora, algumas vezes encontramos alguns sapos com índole de escorpião.


Baseado em uma fábula de Esopo.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Fábula da Águia e da Galinha...


A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA


Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.

Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.

- De fato, disse o homem. - É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.

- Não, retrucou o naturalista. - Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:

- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:

- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.

Sussurrou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.

O camponês sorriu e voltou a carga:

- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!

- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.

Foi quando ela abriu suas potentes asas.

Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.

Voou. E nunca mais retornou.


"Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar".


Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Fábula da Convivência...


A FÁBULA DA CONVIVÊNCIA


Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições.

Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros. Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!

É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!

É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!

É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!

É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!


Autor Desconhecido


Para sermos uma equipe, "precisamos descobrir a alegria de conviver". Carlos Drummond de Andrade

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sábado, 22 de maio de 2010

O Sábio e a Borboleta...


O SÁBIO E A BORBOLETA


Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes.

Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas.

Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima idéia da resposta.

Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.

Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.

Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.

Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:

- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!

- O que você vai fazer? - perguntou a outra menina.

- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos.

Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.

Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu.

Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la.

Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.

A menina aproximou-se e perguntou:

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você... Ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, é o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém porque algo deu errado.

O insucesso é apenas uma oportunidade de começar novamente com mais inteligência.

Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não.

Nossa vida está em nossas mãos; como uma borboleta azul.

Cabe a nós escolher o que fazer com ela, só a nós; não deixe ninguém interferir nisso.

Nunca!



Autor Desconhecido

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Reflexão Instantânea...


Agora é a minha vez de fazer o bate volta sobre a Reflexão Instantânea . Recebi essa difícil tarefa do amigo João Poeta. Agradeço ao amigo João Poeta por me indicar para participar desta brincadeira, pois é uma forma dos amigos nos conhecerem um pouco mais.

Cada um tem que postar o bate volta com suas respostas. Dizer o nome de quem indicou a brincadeira, e indicar mais 6 amigos!

A maioria dos amigos já foram convidados a participarem desta brincadeira, portanto, deixo o convite em aberto para todos os amigos que quiserem participar.

1. O dia mais belo? R. Hoje.
2. A coisa mais fácil? R. Sonhar.
3. O maior obstáculo? R. Mudar o que não pode ser mudado.
4. O maior erro? R. Desistir sem lutar.
5. A raíz de todos os males? R. A luta pelo poder.
6. A distração mais bela? R. Família e amigos.
7. A pior derrota? R. A morte.
8. Os melhores professores? R. Os pais.
9. A primeira necessidade? R. Respirar.
10. O que mais lhe faz feliz? R. Meu filho.
11. O maior mistério? R. Os seres extraterrestres.
12. O pior defeito? R. Teimosia.
13. A pessoa mais perigosa? R. A invejosa.
14. O sentimento mais ruim? R. A ganância que assola o mundo.
15. O presente mais belo? R. A vida.
16. O mais imprescindível? R. Um bom livro.
17. A rota mais certa? R. A rota do amor.
18. A sensação mais agradável? R. Amar e ser amado.
19. A proteção efetiva? R. A Fé.
20. O melhor remédio? R. Aquele que cura.
21. A maior satisfação? R. Vencer um obstáculo.
22. A força mais potente do mundo? R. Deus.
23. As pessoas mais necessárias? R. Meu Filho e minha família.
24. A mais bela de todas as coisas? R.
A natureza.


SONETO DO AMIGO

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Vinícius de Moraes

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Selo Sunshine Award...

Este é o primeiro selo que recebo, e, por esse motivo, ele é muito importante para mim. Recebi o lindo selo Sunshine Award do amigo Marcos Airosa e da amiga Josy Nunes. Quero agradecer imensamente aos amigos Marcos e Josy por lembrarem-se de mim, e me sinto lisonjeado por receber este primeiro selo, que irá iluminar o meu Blog.

Selo Sunshine Award

Regras Para o Selo Sunshine Award:

1. Colocar o logo no seu Blog ou no seu Post;
2. Passar o selo para outros 12 Blogs;
3. Incluir o link dos indicados no post;
4. Compartilhar o link da postagem com a pessoa de quem você recebeu o prêmio.

Este prêmio homenageia e apóia os Blogs, e tem por objetivo difundir o trabalho de 12 outros blogueiros.


É muito difícil escolher somente 12 Blogs para receberem este prêmio, haja vista que a maioria dos Blogs já receberam este lindo selo, o Sunshine Award.

Portanto, quero entregar o selo para todos os amigos que vierem até o meu Blog, honrando-me com a sua visita. Sintam-se a vontade para pegarem o selinho e colocarem nos seus Blogs. Fraterno Abraço a Todos.


BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

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domingo, 16 de maio de 2010

A Música Que Marcou a Minha Vida...


Fui convidado pelo amigo Thales - Topmaiz a participar do meme A Música Que Marcou, e estou inaugurando este Blog para poder participar da brincadeira, pois depois de algum tempo interagindo aqui no dihitt, não poderia deixar de participar de algo tão saudável. Obrigado pelo convite amigo Topmaiz.

Várias músicas marcaram a minha vida, mas uma delas é muito especial, pois é a música que me faz recordar do meu grande amor, pois pensei que viveríamos juntos por toda a nossa vida, e ficaríamos velhinhos, lado a lado, mas nem tudo que queremos nos é permitido, e nem nos é possível ter, e esse amor viverá eternamente dentro do meu coração, mas longe dos meus olhos para sempre, pois Deus quis que ela retornasse ao lar eterno.






Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


Pablo Neruda

Quero respassar esse meme para todos os amigos que conquistei, e que me acolheram com tanto carinho neste espaço virtual chamado dihitt.

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