quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Rato e o Elefante

O Rato e o Elefante

O elefante imenso e ricamente ornamentado passava pela aldeia trazendo sobre o dorso um cesto preso firmemente ao seu corpo por fortes correias. Neste, uma sultana viajava confortavelmente acomodada sobre almofadas coloridas, tendo como companhia um gato, um papagaio e um cão. O elefante marchava em passo lento, acompanhado de perto pela criadagem da distinta senhora, e esse acontecimento incomum atraiu a atenção dos moradores da pequena localidade, que logo se posicionaram à beira do caminho para assistir de perto à passagem da importante comitiva.
Aquela movimentação anormal também despertou a curiosidade de um pequeno rato, que ao sair da toca e perceber o que acontecia, espantou-se com a quantidade de gente que ali se postava não só por causa da sultana e sua criadagem, mas principalmente pela imponência do elefante, ainda mais destacada graças à beleza do arreamento e dos adornos que o cobriam. Inconformado com o que via, o minúsculo roedor comentou em tom de despeito:
- “Não sei por que toda essa admiração! Será que os humanos pensam que quanto maior o tamanho, maior é a importância? Eu sei que tenho o corpo bem pequeno, se comparado com aquele gigante que ali vai, mas apesar disso não vejo nenhum motivo para que alguém possa dizer que eu sou inferior a ele...”.
E certamente continuaria a tecer seus comentários se porventura um gato não tivesse aparecido ali bem perto e o tivesse feito fugir às pressas, provando assim, e de forma indiscutível, que um rato não é um elefante.
Moral da Estória: Cada um é o que é, e contra isso nada pode ser feito.
Baseado em uma Fábula de La Fontaine - Fernando Kitzinger Dannemann

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Queixa do Pavão

A Queixa do Pavão

O pavão dirigiu-se à deusa Juno para reclamar da voz que possuía. Alegava o pássaro que apesar do seu grande desejo de cantar louvores à divindade, por quem nutria respeito e devoção, não se animava a fazê-lo porque sabia que o som saído de sua garganta, ao invés de suave e melodioso, estrondava pelas cercanias de onde se encontrava como se fossem gritos agourentos, mais incomodando que agradando a quem o ouvisse. E reforçava sua contrariedade apontando um exemplo à rainha dos céus e da luz:
Veja o rouxinol, deusa onipotente, uma ave cujo tamanho e cor são absolutamente inexpressivos, mas que quando abre o bico encanta o mundo com a música que entoa. Enquanto eu...
Juno não gostou do que ouviu, e por isso retrucou furiosa:

- Ora, ora, invejoso ignorante! Então é isso? Queres para ti a voz do pequeno rouxinol? Por quê? Não te satisfaz a maravilhosa cauda que possuis, que se abre em leque esplendoroso como nenhum outro pássaro consegue fazer, encantando a todos com suas cores e seus desenhos que mais parecem os olhos deslumbrantes da natureza a observar os arredores? O brilho fulgurante das penas que cobrem teu peito também não é bastante? Tua figura majestosa agrada e deleita a quantos a vejam, mas isso não é suficiente para satisfazer a vaidade que pareces guardar dentro de ti em proporção maior que o bom senso? Lembra-te, infeliz cobiçoso, de que a Natureza repartiu os seus dons com tudo e com todos, e por isso, como cada um ganhou o seu, a satisfação se tornou geral. Por essa razão te darei a voz de Filomela, o rouxinol, se tornares a me pedi-la, mas em compensação te tirarei as plumas.
Diante das condições impostas pela deusa Juno, o pavão não quis efetuar a troca, e por isso nunca mais tocou no assunto.
Moral da Estória: Faz parte do nosso instinto invejar e desejar o que os outros têm, desde que, para tanto, não tenhamos que perder o que é nosso.

Baseado em uma Fábula de Leonardo da Vinci - Fernando Kitzinger Dannemann

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Cavalo e o Lobo

O CAVALO E O LOBO

O tempo era de primavera. Sob o sol de meio-dia o cavalo fartava-se com a relva que cobria bom trecho das margens do ribeirão que passava por ali, sem perceber que a certa distância, escondido entre os arbustos que lá se amontoavam, um lobo o observava com interesse. Mal intencionada, a fera resmungava entre os dentes:
- Ah, que belo animal! Se fosse um carneiro, um bezerro, ou até mesmo um burro, e certamente já estaria passando pela minha goela. Mas é um cavalo grande, com patas poderosas que eu preciso evitar a qualquer custo, sob pena de me dar muito mal. Por isso vou ter que enganá-lo.
E saindo do bosque com o jeito inocente dos que nada devem, ou temem, aproximou-se do cavalo e lhe disse: - Salve, companheiro! Prazer em ver-te neste dia radiante. Como sei que não me conheces, deixe-me dizer-te que os deuses deram a mim o poder da curar os males físicos fazendo-me conhecedor das virtudes das ervas, do alívio que elas são capazes de proporcionar aos que padecem de qualquer enfermidade. Por isso corro o mundo preocupado apenas em socorrer a quem precisa de socorro, e como certamente tens algum problema de saúde, eu me prontifico a curá-lo de graça, pois o dom que me foi concedido pelos deuses precisa ser distribuído aos necessitados sem que receba em troca qualquer tipo de remuneração.
O cavalo, que já ouvira falar da malícia do impostor, respondeu: - Que os deuses sejam louvados, doutor, pois estás chegando em hora muito boa. Já faz alguns dias que mal consigo suportar a dor de um tumor nas unhas dos pés, e o pior é que não sei o que fazer para livrar-me desse padecimento.
- Pelo que vejo seu caso só vai poder ser resolvido com cirurgia – observou o lobo. - E como nesse ramo eu tenho muita prática, vamos já resolver o seu problema.
- Pois não, doutor – concordou o cavalo. – Se é pra ser assim, então vou te dar as costas para que possas examinar meus pés com mais cuidado.
- Ótimo, meu caro – murmurou o lobo. E se aproximou do falso enfermo sem maiores cuidados. Mas assim que o fez, este lhe deu dois coices violentos que o atingiram em cheio no focinho, transformando-o de imediato numa bola enorme.
Assustado e dolorido o lobo se pôs em fuga o mais depressa que pôde, mas enquanto corria para bem longe, dizia a si mesmo: - Bem feito! Quem me mandou ser tolo de querer passar pelo que não sou? Resultado: fui buscar lã e saí tosquiado.
Moral da Estória: Esperteza, quando é demais, acaba sempre dando mal resultado.
Baseado em uma Fábula de Leonardo da Vinci - Fernando Kitzinger Dannemann

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Pintassilgo...

O PINTASSILGO

Contam os antigos que em certo dia a mamãe pintassilgo deixou seus filhotes no ninho e saiu em busca de comida para alimentá-los. Quando retornou, não mais os encontrou: alguém os havia levado. Desesperada, ela iniciou uma busca frenética pelas redondezas, perguntando a todos os seus vizinhos e passantes se eles saberiam informar alguma coisa sobre o paradeiro das pequeninas e indefesas aves que havia deixado em casa, supostamente em segurança. Tudo em vão.

Até que, uma semana depois, a coruja que morava na árvore fronteira à sua lhe disse que vira, no dia anterior, alguns filhotes de pintassilgo, e que provavelmente eles seriam os que ela estava procurando. “Onde você os viu?”, perguntou a mãe aflita. “Na casa do fazendeiro”, respondeu a coruja.

A mamãe pintassilgo voou imediatamente para a fazenda indicada. Chegando lá, procurou primeiramente no pátio, mas não encontrou o que queria. Depois na varanda da casa, também sem resultado. Desanimada, ela olhou para cima, e notou, então, que na janela mais larga do andar superior uma gaiola estava dependurada. Ao subir rapidamente até lá, descobriu, finalmente, que os seus filhotes estavam presos nela.

Ao verem a mãe os filhotes piaram desesperados, suplicando-lhe que os soltasse. Bem que ela tentou, coitada, mas seu bico e suas patas de nada valeram contra a grade de arame que impedia a saída dos prisioneiros. Mamãe pintassilgo tentou várias vezes, machucou-se durante a arrebatada tentativa de recuperar sua família, até que desistiu, convencida de que nada mais podia fazer. Por isso ela voltou para a floresta, deixando para trás um grito de tristeza.

Mas retornou no dia seguinte. Pousada na gaiola, ela observou seus filhotes sem conseguir esconder a tristeza que lhe turvava os olhos, e depois, com o coração oprimido pela dor que sentia, deu a cada um deles, através das grades, um pedaço da erva venenosa que levava no bico. Não demorou muito para que os pequenos passarinhos morressem, e a mamãe pintassilgo, olhando-os pela última vez, murmurou desconsolada: “É preferível morrer, do que perder a liberdade”.

Moral da Estória: A liberdade é o bem mais precioso que o ser humano tem.

Baseado em uma Fábula de Leonardo da Vinci - Fernando Kitzinger Dannemann

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domingo, 26 de setembro de 2010

A Rede de Pesca...

A REDE DE PESCA

Como de costume, a rede de pesca, ao ser retirada da água pelos pescadores, chegou ao barco cheia de peixes. Centenas deles, de todas as espécies e tamanhos, foram recolhidos e amontoados em grandes cestas, a maioria arfando desesperada em busca do ar que lhes faltava, uns agitando rabos e barbatanas talvez para mostrar o inconformismo de quem sabe que se vai antes da hora, enquanto outros, mais renitentes, reuniam as forças derradeiras e arriscavam pequenos saltos, na vã esperança de, num deles, reencontrar a vida cujo brilho aos poucos ia se apagando em seus olhos.

Mais adiante, no fundo do rio, os sobreviventes do cardume apanhado sem defesa se reuniram e passaram a discutir o perigo que enfrentavam. Disse um deles:

- Nosso problema é de vida ou morte. Todos os dias os pescadores lançam sua rede em pontos diferentes do rio, e de cada vez muitos companheiros nossos são apanhados por ela e levados embora, para alimentar os humanos. A continuar desse jeito, em pouco tempo não sobrará nenhum de nós para contar a história. Precisamos pensar em alguma coisa para acabar com esse flagelo.

- E o que poderemos fazer? - indagou uma traíra que morava nas pedras do lugar, e cujo marido e filhos tinham sido levados na última redada.

- Destruir a rede! – foi a resposta unânime e imediata dos que participavam da assembléia.

A novidade correu o rio como um relâmpago, e em pouco tempo, da nascente à foz, todos os que nele moravam tomaram conhecimento do que precisava ser feito. No dia seguinte, numa enseada suficientemente espaçosa para receber os milhares de peixes que para ali acorreram, um experiente dourado que por duas vezes conseguira escapar da morte certa porque rompera as malhas da rede com os dentes, foi escolhido comandante da revolta. E ele então detalhou o seu plano:

- Os piaus ficarão de vigia, para descobrir em que lugar os pescadores nos atacarão. Assim que soubermos, entraremos em ação. A rede é grande, vai de um lado a outro do rio, e tem chumbos presos embaixo, para que afunde. Por isso, vamos nos dividir em dois grupos: um suspenderá os pesos, levando-os à superfície, e outro segurará as malhas por cima, sem soltá-las. Ao mesmo tempo, as piranhas cortarão com os dentes a corda que mantêm a rede esticada entre as margens. Feito isso, deixaremos que ela afunde e se perca para sempre.

Não passou muito tempo e a esperada notícia chegou: o apetrecho dos pescadores havia sido armado não muito distante, pouco menos de meio quilometro rio acima. A informação provocou um alvoroço generalizado, mas antes que os peixes partissem como um exército gigantesco em busca de seu objetivo, o dourado tratou de aconselhá-los:

- Tenham cuidado com a correnteza, porque caso alguém se distraia, poderá ser arrastado por ela para dentro da rede. Sigam sem pressa, usem bem as nadadeiras, e principalmente, que cada um cumpra a sua missão.

E foi assim que os peixes partiram para o ataque. Mas quando avistaram a rede esticada à sua frente, pronta para cumprir sua missão sinistra, todos foram dominados por uma fúria incontrolável. Por isso, mesmo depois de terem cumprido as determinações do dourado, não largaram mais a inimiga, continuando a atacá-la com a única arma de que dispunham: os dentes. E por isso morderam-na e cortaram-na tanto quanto puderam, uma, duas, três e mais vezes, até transformá-la em um monte de restos que as águas levavam para longe, bem longe, não deixando ali nenhum sinal de seu paradeiro.

Finalmente o rio estava livre do perigo que o ameaçava.


Moral da Estória: O povo que precisa de um salvador não merece ser salvo.

Baseado em uma Fábula de Leonardo da Vinci - Fernando Kitzinger Dannemann

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Minha Primeira Notícia no OCIOSO

Minha 1ª Notícia no OCIOSO

Agradeço a todos que me prestigiaram e fizeram com que a minha postagem O Casamento do Sol com a Lua fosse parar no OCIOSO.

Essa foi a melhor notícia do dia.

Grande Abraço!


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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Casamento do Sol com a Lua

O CASAMENTO DO SOL COM A LUA

Houve um tempo em que o Sol se apaixonou pela Lua e resolveu casar-se com ela. Essa notícia chegou aos ouvidos dos humanos e estes, diante da novidade, fizeram o que fazem até hoje: formaram dois grupos, o dos discordantes e o dos aceitantes, que passaram a discutir os prós e contras daquela união celestial. E como o desacordo entre eles crescia cada vez mais, ameaçando transformar-se em enorme confusão, o deus Júpiter resolveu ouvir as alegações que ambos apresentavam a título de justificativa para seus respectivos comportamentos.

Os favoráveis ao casamento alegaram que como cada um tinha o direito de escolher o seu próprio destino, o Sol e a Lua podiam fazer o que bem entendessem, sem que ninguém pudesse alimentar a pretensão de interferir no que eles tinham acertado de comum acordo. Afinal de contas, a lei era divina, e contra ela não cabia, portanto, qualquer contestação humana ou mesmo extra-terrestre.

Os desfavoráveis justificaram seu posicionamento com o argumento de que os casamentos, em sua imensa maioria, redundam em filhos. E se assim era, quem poderia precisar quantos pequeninos sóis seriam colocados no espaço a partir do momento em que Sol e Lua se juntassem? E isso acontecendo, como ficaria a Terra caso a luz e o calor solar fossem multiplicados por um, dois, três, quatro, ou sabia-se lá quando descendentes do astro-rei, todos eles dardejando sobre os seres humanos, vegetais e animais, os seus raios abrasadores? A vida se tornaria impossível, e o mundo se transformaria em um deserto!...

Júpiter entendeu que a razão estava com este último grupo, e por isso decidiu que Sol e Lua não poderiam se casar. E mais, que os dois deveriam se manter a prudente distância um do outro, ordenando-lhes: você, Lua, iluminará a noite, enquanto o Sol fará o mesmo durante o dia. Você Lua, encantará os que se amam, e sua visão servirá de inspiração aos poetas e trovadores; ao passo que o Sol fornecerá o calor tão necessário â Terra, razão pela qual sua simples presença no firmamento fará com que as pessoas se tornem mais alegres e felizes.


Moral da Estória: Nenhuma decisão é aceitável caso desconsidere o direito e bem estar da maioria das pessoas atingidas por ela.

Baseado em uma Fábula de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann


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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um Cowboy do Asfalto Fora da Lei

UM COWBOY DO ASFALTO FORA DA LEI

Para ajudar o meu amigo Dieguito, hoje deixarei de ser um cowboy do asfalto para ser um cowboy fora da lei.
 

Vou juntar-me a ele para investigarmos melhor essa turma do Gargamel.

 


Quando Deus criou o mundo deixou tudo combinado...
Fez canário pra mato fino e capoeira pra bicho do mato...
Fez perfume pras muié bunita e cachaça pros homi apaixonado!
Pros abeia que querem copiar o estilo de ser di nóis cowboy, eu mando mais ou menos assim...
Quem não sabe fazer verso que não se meta na folia, pois meu avô sempre dizia que us rato nunca faiz festa no lugar que o gato mia!
Alguns Cowboys fazem o que outros homens apenas sonham!

Essa é procê amigo Dieguito


Onde tem carniça, tem urubu. Onde tem buraco, tem tatu. Onde tem mulher bonita, eu pulo que nem canguru.

Conheci uma morena pro estado do Paraná, pensei que ia ser fácil seu coração a laçar, a noite estava quente e eu na solidão, morena só de mini saia balançou meu coração, fui chegando de mansinho para dar boa impressão. Joguei a conversa nela de xaveco de garanhão. Tentei dar um beijo nela e saiu a confusão. Me chamou de atrevido e já foi me metendo a mão.




Mamãe, não quero ser prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me assassinar
Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro ao azar
Papai não quero provar nada
Eu já servi à Pátria amada
E todo mundo cobra minha luz
Oh, coitado, foi tão cedo
Deus me livre, eu tenho medo
Morrer dependurado numa cruz
Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra historia é com vocês!

E pra ficar ainda melhor, hoje não vou colocar os créditos... kkkkkkkkkkkk

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sábado, 21 de agosto de 2010

O Camponês e os Cães...

O CAMPONÊS E OS CÃES

Naquele ano a neve caiu como há muito tempo não acontecia. Durante dias e dias ela desceu do céu ora com calma, ora frenética, mas sempre ininterrupta, sem dar descanso a quem quer que seja, disposta, ao que parece, a soterrar com sua brancura gelada o que houvesse sobre a terra. E assim, tudo foi desaparecendo sob o alvo manto que os flocos de vapor d’água congelada iam tecendo caprichosamente sobre casas, árvores, pedras e caminhos, isolando as pessoas que moravam em lugares de acesso mais difícil.

Uma delas era o camponês cuja propriedade ficava em um pequeno vale, no sopé da montanha coberta de gelo. Sem ter como sair de casa, ele se acomodou como pode em sua cabana de madeira, mas como fora imprevidente e não se abastecera dos mantimentos de que precisaria para enfrentar o inverno, logo a fome começou a lhe incomodar, e por isso ele sacrificou primeiramente as poucas galinhas que possuía. Depois foi a vez do carneiro, logo em seguida da cabra, e quando chegou a vez do cavalo, os dois cães que vigiavam a fazendola se entreolharam e um disse para o outro:

- Vamos dar o fora enquanto é tempo. Se nosso dono não hesitou em matar o cavalo de que tanto precisava, é certo que nós também não seremos poupados.


Moral da Estória: Cuidado com os que não hesitam em fazer mal ao próximo para resolver os seus problemas.

Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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domingo, 27 de junho de 2010

O Cão e a Máscara...

O CÃO E A MÁSCARA

O cão vadio andava pelas ruas em busca de comida. Desde a manhã anterior ele não conseguira encontrar nada que pudesse atenuar a fome que sentia, e por isso andava sem parar, farejando aqui e ali na esperança de achar ao menos um pedaço de pão velho para acalmar o estômago.

Em certo trecho do caminho ele encontrou uma máscara. Ela era linda, e suas cores tão belas pareciam lhe dar vida e até mesmo o dom da palavra. Durante alguns segundos o cão a cheirou com cuidado, mas percebendo do que se tratava a deixou de lado e afastou-se resmungando:

- Não resta dúvida que é uma cabeça bonita, mas não tem miolos.



Moral da Estória:

Existem no mundo muitas cabeças bonitas, mas desmioladas, e por isso não nos servem para nada.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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sábado, 26 de junho de 2010

O Leão e o Rato...

O LEÃO E O RATO

O leão dormia sossegado quando foi acordado por um rato que passou correndo sobre seu rosto. Irritado por ter sido despertado daquela maneira, o rei dos animais levantou-se rapidamente e dando um salto ágil capturou o roedor atrevido, disposto a matá-lo. Mas este suplicou:

- Se o senhor poupar minha vida, senhor leão, tenho certeza de que poderei retribuir a sua bondade.

Ao ouvir essa afirmativa o leão não se conteve e deu uma gargalhada de desprezo, mas mesmo assim soltou sua pequenina presa. Acontece que poucos dias depois ele foi capturado por alguns caçadores que o amarraram com cordas grossas, deitaram-no no chão e depois se afastaram à procura de outros animais. Porém, o rato ouviu e reconheceu o rugido furioso do leão, e por isso aproximou-se dele, percebeu o que lhe tinha acontecido, roeu as cordas que o prendiam e o libertou. Mas lhe disse, quando o viu afastar-se:

- O senhor achou que eu jamais seria capaz de ajudá-lo, e por isso nunca esperou receber de mim qualquer compensação pelo fato de ter poupado a minha vida. Mas descobriu agora que essa idéia não é ridícula, pois até mesmo um rato inofensivo pode prestar grande favor a um poderoso leão.



Moral da Estória:

Ninguém deve esquecer que os pequenos amigos podem se transformar em grandes aliados.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Raposa e a Cegonha...

A RAPOSA E A CEGONHA

A raposa e a cegonha mantinham boas relações e pareciam ser amigas sinceras. Certo dia, a raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira, botou na mesa apenas um prato raso contendo um pouco de sopa. Para ela, foi tudo muito fácil, mas a cegonha pode apenas molhar a ponta do bico e saiu dali com muita fome.

- Sinto muito, disse a raposa, parece que você não gostou da sopa.

- Não pense nisso, respondeu a cegonha. Espero que, em retribuição a esta visita, você venha em breve jantar comigo.

No dia seguinte, a raposa foi pagar a visita. Quando sentaram à mesa, o que havia para o jantar estava contido num jarro alto, de pescoço comprido e boca estreita, no qual a raposa não podia introduzir o focinho. Tudo o que ela conseguiu foi lamber a parte externa do jarro.

- Não pedirei desculpas pelo jantar, disse a cegonha, assim você sente no próprio estomago o que senti ontem.



Moral da Estória:

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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domingo, 20 de junho de 2010

O Cão Dorminhoco e o Lobo...

O CÃO DORMINHOCO E O LOBO

Era meio-dia. O sol brilhava como nunca nas alturas, sem que uma única nuvem se dispusesse a empanar sua luminosidade. Por isso o dia estava quente, e também por essa razão o pequeno cão se ajeitara sob a copa de uma árvore e dormia despreocupado à sua sombra, certo que de que, com um calor daqueles, não só os homens, mas também outros animais estariam fazendo o mesmo que ele.

Enganava-se, porém, porque um lobo grande, com o dobro do seu tamanho, o despertou sem a menor delicadeza, pronto para transformá-lo em refeição. Mas o cão era esperto, pensava rápido, e assim, vendo-se naquela situação perigosa, ele ponderou à fera que o ameaçava:

- Não me sacrifique agora, seu lobo. Veja que eu estou magro, raquítico, e isso porque ainda não me livrei de uma doença que quase acabou comigo. Desse jeito, não serei hoje uma refeição apetitosa para o senhor, que merece do bom e do melhor. Espere mais um pouco, porque logo estarei gordinho novamente, e aí, sim, me transformarei no prato delicioso que seu estômago deseja receber.

O lobo examinou o cão, percebeu que estava muito mago, realmente, e então lhe virou as costas e retornou ao mato de onde saíra. Meses depois ele retornou àquele lugar. Estava cansado, com fome, e por esse motivo procurou pelo cão que poupara algum tempo atrás. Ao vê-lo dormindo na varanda do andar de cima, ele chamou:

- Oi, cãozinho, você não me esqueceu, certo? E garanto que também está lembrado do que combinamos ainda outro dia, não é mesmo?

E o cão respondeu lá do alto:

- Claro que não, seu lobo. Por isso lhe digo: da próxima vez que encontrar alguma presa dormindo, pegue-a depressa e trate de saciar a sua fome ali mesmo, na hora. Porque do contrário, certamente o senhor não terá outra oportunidade para fazê-lo.



Moral da Estória:

Ao se salvar de um grande perigo, o homem sensato se previne para sempre contra ele.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Cão Impertinente...

O CÃO IMPERTINENTE

O dia era mormacento, abafado, razão pela qual o cão buscava um jeito de escapar daquela canícula que lhe tirava o ânimo, deixando-o sonolento e indisposto. Ele procurava um lugar onde pudesse deitar-se e dormir em paz, aguardando a chegada de ares mais suportáveis, e por isso dirigiu-se ao estábulo que avistou pouco adiante, entrou nele e imediatamente se sentiu no paraíso, pois o chão de terra úmida que encontrou no lugar dava ao ambiente coberto e fechado uma sensação de frescura que o fez suspirar de alívio e agradecimento à boa fada que o havia encaminhado para lá. Satisfeito com acontecido, o cachorro se acomodou em um canto, sobre um monte de palha, e logo pegou no sono.

Pouco tempo depois um boi foi levado para o mesmo local. Naquela manhã, este animal havia trabalhado com o seu dono desde que o sol nascera, e como estava esfomeado, tratou de comer o capim que alguém havia colocado no cocho antes de sua chegada. Mas o barulho dos movimentos que ele fazia acordou o cão, que insatisfeito por ter sido despertado daquela maneira, levantou-se de um pulo, acercou-se do boi e começou a latir furioso, fazendo-o afastar-se para um canto.

E assim permaneceram os dois por algum tempo. Toda vez que o boi tentava aproximar-se do cocho, o cão rosnava ameaçador, mostrava-lhe os dentes e latia no tom mais alto e estridente que conseguia arrancar de dentro de si. Na terceira vez em que isso aconteceu, o boi, entendendo que precisava colocar um ponto final naquela situação incômoda e indefinida, ponderou paciente:

- Olha, criatura, se você continuar agindo desse jeito, eu não como... mas você também não dorme.



Moral da Estória:

Tem gente que só sente prazer quando tira o prazer dos outros.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Pescador Flautista...

O PESCADOR FLAUTISTA

Havia um pescador que se divertia tocando sua flauta. Certo dia, ele foi até uma praia, levando suas redes de pesca e o instrumento musical. Quando chegou à praia, ele se assentou sobre uma rocha, a qual se projetava sobre o mar, e logo começou a tocar a flauta, e tanto praticou a arte de soprar no delicado instrumento que acabou se tornando um instrumentista apreciado por quantos o ouvissem executar qualquer das músicas do seu repertório.

Um dia lhe disseram que até os peixes viriam até ele para ouvir mais de perto o som da sua flauta, e ele acreditou. Tanto que certo dia, quando um cardume de tainhas se aproximou da praia, Severino pegou o instrumento e começou a tocar uma música alegre e convidativa, certo de que os peixes acabariam saltando da água para a areia, dispostos a dançar ao som dos acordes musicais. Mas eles passaram e se foram sem darem a menor importância ao instrumentista e sua melodia.

Mas voltaram no dia seguinte, e dessa vez o pescador resolveu ser apenas o pescador. Pegou a rede e com ela apanhou um grande número de peixes, que arrastou para terra firme. E ao vê-los saltando e batendo com o rabo na areia, ele sorriu satisfeito e disse aos seus companheiros de pescaria:

- Ontem eles não quiseram dançar ao som de minha flauta, não foi? Pois hoje eu é que não vou permitir que eles façam isso.

E tratou de cobri-los com a rede, impedindo assim que continuassem pulando.


Moral da Estória:

Quando encaram uma adversidade, existem pessoas que apenas ficam ondulando os braços e reclamando da vida, sem resultado algum. A verdadeira arte está em fazer a coisa certa, na hora certa.

Baseado no livro Fábulas de Esopo

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Júpiter e a Abelha...

JÚPITER E A ABELHA

Houve um dia em que a rainha das abelhas entendeu ser necessário agradecer ao deus Júpiter por tudo quanto ele havia lhes dado, principalmente os campos, as flores e o néctar em abundância. E decidiu presenteá-lo com o que de melhor elas possuíam para oferecer-lhe, que era o mel produzido por cada uma graças à fartura da matéria prima que a divindade colocara à disposição de todas. Então ela procurou as melhores colméias, recolheu a quantidade de mel que julgou ser suficiente e voou com ele para o Monte Olimpo, onde morava o maior dos deuses.

Júpiter ficou tão satisfeito com o presente recebido que desejou retribuí-lo, e para isso prometeu dar à abelha qualquer coisa que ela desejasse. Ao ouvir tal oferecimento, a rainha não se conteve e pediu:

- Oh, Júpiter, dê-nos um ferrão com o qual possamos nos defender. Mas que seja tão forte e resistente que com ele sejamos capazes de ferir e matar aqueles que se aproximarem de nossa casa com intenção de nos roubar o mel.

O deus maior não gostou do espírito vingativo facilmente perceptível no pedido feito pela abelha, mas como não podia voltar atrás na palavra empenhada, ele declarou:

- Vou lhes dar o ferrão que me está sendo pedido, mas com a condição de que se vocês o usarem para atacar qualquer coisa viva, a picada poderá ser mortal.

Ao ouvir essas palavras a rainha das abelhas bateu palmas de contentamento, mas tão logo fez menção de agradecer à benesse recebida, Júpiter completou sua fala:

- Mas devo avisá-la de que a picada será mortal também para vocês, porque como o ferrão se quebrará no momento em que for usado, a abelha que tiver feito isso morrerá logo em seguida.



Moral da Estória:

Quem pratica o mal, recebe o mal como recompensa.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Fernando Kitzinger Dannemann

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O Cão e a Lebre...

O CÃO E A LEBRE

A lebre, que saíra em busca de alimento, entretinha-se na degustação de algumas ervas que apreciava, e tão distraída se entregava a esse prazer que descuidou da própria segurança e não percebeu que um cão de caça se aproximava sorrateiro pela sua retaguarda, beneficiado pelo vento que soprava contra ele. Quando a coitada se deu conta do perigo que corria, aí já era tarde, porque o caçador saltou sobre ela, mordeu-a na altura do pescoço, derrubou-a e deitou-se com as patas dianteiras sobre seu corpo, apertando-a firmemente contra o solo.

Feito isso, passou a mordiscá-la levemente com os seus afiados dentes caninos, para logo em seguida lamber-lhe o pêlo sedoso como se estivesse mergulhado em êxtase profundo. E fez isso duas, três e mais vezes, enquanto a pobre lebre permanecia subjugada, com o coração aos saltos, aguardando o desenlace de sua tragédia sem ter consigo a menor esperança de salvação. Até que, em dado momento, não suportando mais a angústia que a dominava por inteiro, ela sussurrou:

- Decida de uma vez o que vai fazer comigo, cachorro sem entranhas. Pára de me morder, como se eu fosse o seu almoço, ou de me lamber, como se nós dois fôssemos amigos, porque para mim essa indefinição é muito pior do que qualquer outra coisa que possa me acontecer.



Moral da Estória:

O amigo falso é sempre mais perigoso que o inimigo declarado.
Baseado no livro Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

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domingo, 13 de junho de 2010

As Árvores e o Machado...

AS ÁRVORES E O MACHADO

Um homem foi à floresta e pediu às árvores que lhe dessem um cabo para o seu machado, alegando que precisava dele para sustentar a sua numerosa família. Considerando o sentido social e humanitário que aparentemente estava por trás daquela solicitação, o conselho das árvores mais velhas se reuniu, colocou o assunto em discussão, e ao final do encontro concordou com o que o lenhador desejava, dando a ele uma árvore jovem, ainda, para que com ela o solicitante pudesse preparar a peça de que necessitava para guarnecer o seu instrumento de trabalho.

De posse da autorização o homem não perdeu tempo e tratou de entrar em ação imediatamente: para começar, ele cortou a arvorezinha que as árvores mais velhas lhe haviam dado e fez com ela o cabo de que precisava, colocando-o em seu machado; em seguida, passou a usá-lo numa faina incessante, derrubando em pouco tempo, com seus golpes potentes e certeiros, um bom número das mais nobres, das maiores e das mais antigas árvores da mata.

Em razão disso, enquanto aumentava rapidamente na floresta a destruição provocada pelo incansável e insaciável lenhador, também crescia, na mesma proporção, a lamentação das árvores mais velhas, que a tudo assistiam sem nada poder fazer. Até que um majestoso jacarandá quase centenário, disse inconformado a um pé de cedro da mesma idade, que vivia a seu lado:

- Nossa decisão imprevidente trouxe a perdição para todas as árvores aqui da floresta. Se ao contrário do que fizemos, tivéssemos respeitado os direitos daquela árvore ainda tão nova, poderíamos ter resguardado o privilégio de continuarmos a viver por muitos e muitos anos.


Moral da Estória:

Aquele que discrimina ou menospreza o seu semelhante, não poderá reclamar se alguém, algum dia, fizer a mesma coisa com ele, ou seja, quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova.

Baseado no livro Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Velho, o Menino, e o Burro...

O VELHO, O MENINO, E O BURRO

Um velho resolveu vender o seu burro na feira da cidade. Como iria retornar a pé, chamou o neto para acompanhá-lo. Montaram os dois no animal e seguiram viagem.

Passando por umas barracas de escoteiros, escutaram os comentários críticos: - Como é que pode duas pessoas em cima deste pobre animal?

Resolveram então que o menino desceria, e o velho permaneceria montado. Prosseguiram...

Mais à frente estava uma lagoa e algumas velhas estavam lavando a roupa. Quando viram a cena, puseram-se a reclamar: - Que absurdo! Explorando a pobre criança, podendo deixá-la em cima do animal.

Constrangidos com o ocorrido, trocaram as posições, ou seja, o menino montou e o velho desceu.

Tinham caminhado alguns metros, quando algumas jovens sentadas na calçada mostraram seu espanto com o que presenciaram: - Que menino preguiçoso! Enquanto este velho senhor caminha, ele fica todo prazeroso em cima do animal. Tenha vergonha!.

Diante disto, o menino desceu e desta vez o velho não subiu. Ambos resolveram caminhar, puxando o burro.

Já acreditavam ter encontrado a fórmula mais correta quando passaram em frente de um bar. Alguns homens que ali estavam começaram a dar gargalhadas, fazendo chacota da cena: - São mesmo uns idiotas! Ficam andando a pé, enquanto puxam um animal tão jovem e forte!

O avô e o neto olharam um para o outro, como que tentando encontrar a maneira correta de agir.

Então, ambos pegaram o burro e carregaram-no nas costas!



Moral da Estória:

Além de divertida, esta fábula mostra que não podemos dedicar atenção irracional às críticas, pois estas acontecerão sempre, independentemente da maneira que agimos.

Fábula de Esopo

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Sentido dos Gansos...


O SENTIDO DOS GANSOS


No outono, quando se vêem bandos de Gansos voando rumo ao sul, formando um grande “V” no céu, indaga-se que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma.

Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás.

Ao voar de “V”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que voando sozinha.

Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil, pois viajam beneficiando-se de um impulso mútuo.

Sempre que um Ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessária para continuar voando sozinho.

Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente a sua frente.

Se tivéssemos o mesmo sentido dos Gansos, manter-nos-íamos em formação com os que liberam o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando o Ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro Ganso assume a liderança.

Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis, e isto serve tanto para as pessoas quanto para os Gansos que voam ao rumo ao sul.

Os Gansos de trás gritam, encorajando os da frente para que mantenham a velocidade.

Que mensagem passamos quando gritamos de trás?

Finalmente, quando um Ganso fica doente, ou ferido por um tiro e cai, dois gansos saem da formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo.

Ficam com ele até que consiga voar novamente, ou até que morra.

Só então levantam vôo, sozinhos ou em outra formação a fim de alcançar seu bando.

Se tivéssemos o sentido dos gansos, também ficaríamos um ao lado do outro assim.


Moral da Estória:


- Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.

- Se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa aos outros.

- É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras.

- Precisamos nos assegurar de que o nosso “grasno” seja encorajador para que a nossa equipe aumente o seu desempenho.


Autor Desconhecido

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Lenda Árabe...


LENDA ÁRABE


Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.

O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:


- Hoje meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto.

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra:


- Hoje meu melhor amigo salvou minha vida.

Intrigado, o amigo perguntou:

- Por que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de borrar e apagar a lembrança. Por outro lado, quando nos acontece algo de grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória e do coração onde vento nenhum em todo o mundo poderá sequer borrá-lo.

“Só é necessário um minuto para que se simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas precisamos de toda uma vida para que possamos esquecê-lo”.


Autor Desconhecido

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Fábula do Carregador de Água na Índia...


A FÁBULA DO CARREGADOR DE ÁGUA NA ÍNDIA


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessado em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura. Enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe, o outro chegava apenas com a metade da água.

Foi assim por dois anos, diariamente: o carregador entregando um pote e meio de água na casa do chefe.

Claro que o pote estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas metade do que ele havia designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem, um dia a beira do poço:

Estou envergonhado e quero pedir-lhe desculpas.

Por quê? Perguntou o homem.

- De que você esta envergonhado?

Nestes dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade de minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor.

Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho e não ganha o salário completo dos seus esforços. Disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão, falou: quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, a medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao longo do caminho, e isto lhe deu certo ânimo.

Mas ao final da estrada, o pote rachado ainda se sentia mal porque tinha a metade e de novo, pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse, então, o homem ao pote:

Você notou que pelo caminho só havia flores do seu lado?

Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no seu caminho. E cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava.

Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.


"Cada um de nós temos os nossos "defeitos", todos nós somos potes rachados". Porém, se permitirmos, poderemos usar estes nossos defeitos para embelezar as nossas vidas.

Nunca devemos ter medo dos nossos defeitos.

Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza.

Das nossas fraquezas podemos tirar forças.


Autor Desconhecido

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domingo, 30 de maio de 2010

A Fábula do Sapo e do Escorpião...


A FÁBULA DO SAPO E DO ESCORPIÃO


Era uma vez um escorpião desejoso de praticar o bem. Como não era bem visto pela comunidade local, resolveu ir viver do outro lado do rio. Lá, poderia exercitar seu altruísmo sem desconfianças.

Mas ele não sabia nadar e precisava atravessar de uma margem para a outra. E sua espécie ainda não havia acumulado o conhecimento náutico suficiente para construir um barco viável para fazer a travessia.

Então resolve pedir carona nas costas de um sapo. Vai lá conversar com ele para expor seu pleito.

O sapo o ouve atentamente. Pensa que o escorpião o está confundindo com um burro e declara:

- Senhor escorpião, não posso dar-lhe carona em minhas costas porque durante a travessia o senhor vai me ferroar.

O escorpião, leitor assíduo de Aristóteles e de São Tomás de Aquino, replica imediatamente:

- Senhor sapo, eu jamais o ferroaria na travessia, pois ao fazê-lo, o senhor afundaria e eu morreria afogado.

Realmente, sapo não é burro, mas é batráquio.

Pois não é que o sapo acatou o arrazoado do escorpião, reviu sua opinião e resolveu dar a carona!

Porém, em dado momento da travessia, o sapo sentiu penetrar profundamente o agulhão em sua carne sapal.

E, já se debatendo, ainda teve tempo de perplexamente perguntar ao escorpião:

- Mas por quê?

E, antes da submersão, ouviu a seguinte resposta escorpiônica:

- É algo acima de mim, fora de meu controle, é de minha natureza!


Moral da Estória: Quem tem índole ruim, mais cedo ou mais tarde acaba mostrando o que realmente é, muito embora, algumas vezes encontramos alguns sapos com índole de escorpião.


Baseado em uma fábula de Esopo.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Fábula da Águia e da Galinha...


A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA


Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.

Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.

- De fato, disse o homem. - É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.

- Não, retrucou o naturalista. - Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:

- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:

- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.

Sussurrou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.

O camponês sorriu e voltou a carga:

- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!

- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.

Foi quando ela abriu suas potentes asas.

Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.

Voou. E nunca mais retornou.


"Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar".


Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Fábula da Convivência...


A FÁBULA DA CONVIVÊNCIA


Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições.

Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros. Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!

É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!

É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!

É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!

É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!


Autor Desconhecido


Para sermos uma equipe, "precisamos descobrir a alegria de conviver". Carlos Drummond de Andrade

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sábado, 22 de maio de 2010

O Sábio e a Borboleta...


O SÁBIO E A BORBOLETA


Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes.

Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas.

Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima idéia da resposta.

Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.

Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.

Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.

Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:

- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!

- O que você vai fazer? - perguntou a outra menina.

- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos.

Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.

Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu.

Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la.

Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.

A menina aproximou-se e perguntou:

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você... Ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, é o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém porque algo deu errado.

O insucesso é apenas uma oportunidade de começar novamente com mais inteligência.

Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não.

Nossa vida está em nossas mãos; como uma borboleta azul.

Cabe a nós escolher o que fazer com ela, só a nós; não deixe ninguém interferir nisso.

Nunca!



Autor Desconhecido

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Reflexão Instantânea...


Agora é a minha vez de fazer o bate volta sobre a Reflexão Instantânea . Recebi essa difícil tarefa do amigo João Poeta. Agradeço ao amigo João Poeta por me indicar para participar desta brincadeira, pois é uma forma dos amigos nos conhecerem um pouco mais.

Cada um tem que postar o bate volta com suas respostas. Dizer o nome de quem indicou a brincadeira, e indicar mais 6 amigos!

A maioria dos amigos já foram convidados a participarem desta brincadeira, portanto, deixo o convite em aberto para todos os amigos que quiserem participar.

1. O dia mais belo? R. Hoje.
2. A coisa mais fácil? R. Sonhar.
3. O maior obstáculo? R. Mudar o que não pode ser mudado.
4. O maior erro? R. Desistir sem lutar.
5. A raíz de todos os males? R. A luta pelo poder.
6. A distração mais bela? R. Família e amigos.
7. A pior derrota? R. A morte.
8. Os melhores professores? R. Os pais.
9. A primeira necessidade? R. Respirar.
10. O que mais lhe faz feliz? R. Meu filho.
11. O maior mistério? R. Os seres extraterrestres.
12. O pior defeito? R. Teimosia.
13. A pessoa mais perigosa? R. A invejosa.
14. O sentimento mais ruim? R. A ganância que assola o mundo.
15. O presente mais belo? R. A vida.
16. O mais imprescindível? R. Um bom livro.
17. A rota mais certa? R. A rota do amor.
18. A sensação mais agradável? R. Amar e ser amado.
19. A proteção efetiva? R. A Fé.
20. O melhor remédio? R. Aquele que cura.
21. A maior satisfação? R. Vencer um obstáculo.
22. A força mais potente do mundo? R. Deus.
23. As pessoas mais necessárias? R. Meu Filho e minha família.
24. A mais bela de todas as coisas? R.
A natureza.


SONETO DO AMIGO

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Vinícius de Moraes

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Selo Sunshine Award...

Este é o primeiro selo que recebo, e, por esse motivo, ele é muito importante para mim. Recebi o lindo selo Sunshine Award do amigo Marcos Airosa e da amiga Josy Nunes. Quero agradecer imensamente aos amigos Marcos e Josy por lembrarem-se de mim, e me sinto lisonjeado por receber este primeiro selo, que irá iluminar o meu Blog.

Selo Sunshine Award

Regras Para o Selo Sunshine Award:

1. Colocar o logo no seu Blog ou no seu Post;
2. Passar o selo para outros 12 Blogs;
3. Incluir o link dos indicados no post;
4. Compartilhar o link da postagem com a pessoa de quem você recebeu o prêmio.

Este prêmio homenageia e apóia os Blogs, e tem por objetivo difundir o trabalho de 12 outros blogueiros.


É muito difícil escolher somente 12 Blogs para receberem este prêmio, haja vista que a maioria dos Blogs já receberam este lindo selo, o Sunshine Award.

Portanto, quero entregar o selo para todos os amigos que vierem até o meu Blog, honrando-me com a sua visita. Sintam-se a vontade para pegarem o selinho e colocarem nos seus Blogs. Fraterno Abraço a Todos.


BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

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domingo, 16 de maio de 2010

A Música Que Marcou a Minha Vida...


Fui convidado pelo amigo Thales - Topmaiz a participar do meme A Música Que Marcou, e estou inaugurando este Blog para poder participar da brincadeira, pois depois de algum tempo interagindo aqui no dihitt, não poderia deixar de participar de algo tão saudável. Obrigado pelo convite amigo Topmaiz.

Várias músicas marcaram a minha vida, mas uma delas é muito especial, pois é a música que me faz recordar do meu grande amor, pois pensei que viveríamos juntos por toda a nossa vida, e ficaríamos velhinhos, lado a lado, mas nem tudo que queremos nos é permitido, e nem nos é possível ter, e esse amor viverá eternamente dentro do meu coração, mas longe dos meus olhos para sempre, pois Deus quis que ela retornasse ao lar eterno.






Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


Pablo Neruda

Quero respassar esse meme para todos os amigos que conquistei, e que me acolheram com tanto carinho neste espaço virtual chamado dihitt.

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